quarta-feira

Glúten: cortar ou não cortar? Conversamos com nutricionistas para tentar esclarecer a questão


O glúten é o vilão - e a moda - da vez. A proteína, que é responsável pela viscosidade de massas e pães, mas também aparece em outros alimentos, foi retirada de muitas dietas depois que atrizes como Letícia Spiller, Giovanna Antonelli e Juliana Paes declararam que abrir mão ajudava a diminuir o inchaço abdominal e eliminar alguns quilinhos.

Mas, afinal, é saudável eliminar totalmente o glúten do cardápio? Segundo a endocrinologista Giseli Iglesias, só quem sofre de intolerância ou alergia à substância deve cortar de vez. “É preciso ficar claro que ele não é vilão de nada. Algumas pessoas nascem com intolerância e não podem digeri-lo. Então, somente quem tiver esse histórico, alergia ou doença celíaca (uma grave inflamação no intestino) não deve consumi-lo.”

Já a nutricionista Aritiane R. Silva, acha que cortar o glúten pode ajudar na dieta. “A retirada de alimentos que contém glúten elimina o desconforto causado pelo seu consumo, como o inchaço, além de diminuir a quantidade de alimentos industrializados consumidos, levando ao emagrecimento como consequência das trocas alimentares. Mas a redução do peso não acontece só com a exclusão do glúten, mas de diversos alimentos da rotina alimentar.”

Aritiane alerta que, para evitar danos à saúde, quem pensa em eliminar o glúten do cardápio deve consultar um nutricionista antes de parar totalmente com os pães. A lista do que cortar é extensa: inclui alimentos que contenham trigo, centeio, aveia e cevada.

Quem sofre de intolerância ou doença celíaca conta com algumas alternativas. “O mais comum é encontrar opções à base de farinha de arroz integral, de quinoa, soja ou féculas - substância encontrada em tubérculos, como batata. Mas, o melhor mesmo é usar frutas, verduras, legumes e grãos integrais sem glúten, como lentilha e feijão.”, explica a Dra. Giseli.

Fonte: chic.ig.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário